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Rota do Nordeste

O circuito que aqui se apresenta leva-nos a todas as igrejas românicas da região transmontana. Nesta região, os monumentos românicos surgem em baixa densidade e com uma elevada dispersão. Este facto, associado às difíceis acessibilidades que caracterizam a região, faz com que os itinerários de visita sejam necessariamente longos e demorados. A cidade de Chaves, em torno da qual se reúne uma fracção considerável dos templos românicos transmontanos, constitui o ponto de partida privilegiado para partir à descoberta do românico desta região.

Número de igrejas: 17

Percurso total: 679 km

Duração recomendada: 3 dias

Primeiro dia: O percurso tem início no centro de Chaves, cuja igreja matriz, embora muito alterada, conserva ainda importantes parcelas românicas, nomeadamente no seu portal. Seguidamente, sugere-se a visita a dois interessantes monumentos situados nas imediações da cidade: a igreja de Outeiro Seco e a capela da Granjinha – esta última é notável pela rica escultura que apresenta no seu portal. Seguimos depois para oeste, passando as faldas da serra do Larouco até aos planaltos do Gerês, para visitarmos a igreja de Santa Maria das Júnias – esta igreja, perdida num vale escondido, é um dos poucos monumentos românicos em Portugal que conserva restos do antigo claustro. Seguimos depois para sul, até ao concelho de Boticas, para apreciar a fresta românica da capela-mor da igreja de Covas do Barroso. Para terminar o dia, rumamos a sueste, até Vila Pouca de Aguiar, que pode ser um bom local para passar a noite (em alternativa, pode regressar-se a Chaves).

Segundo dia: Partindo de Vila Pouca de Aguiar, seguimos para leste e paramos para admirar as mísulas da igreja de Tresminas. Rumamos depois para sueste, até Carrazeda de Ansiães, onde nos espera um dos mais representativos monumentos da arquitectura românica do nordeste transmontano: São Salvador de Ansiães. Situada junto ao castelo de Ansiães, esta igreja merece atenta observação dos pormenores do seu portal principal e dos cachorros que ornamentam o exterior. Ao retomar a descida do monte, vale a pena reparar na arruinada capela de São João Baptista, situada do lado esquerdo da estrada. A paragem seguinte será no concelho de Torre de Moncorvo, onde se situa a igreja de Adeganha – embora já bastante alterada, conserva ainda interessantes pormenores. O dia termina na zona de Mogadouro, onde se encontram dois outros templos, nas aldeias de Algosinho e Azinhoso.

Terceiro dia: Saindo de Mogadouro tomamos a estrada de Bragança, onde nos esperam dois monumentos que se destacam pela particularidade de usarem a cerâmica como elemento construtivo (uma técnica provavelmente oriunda da vizinha região de Leão): a igreja de São Francisco, que embora muito transformada mantém duas frestas românicas na abside; e a cabeceira do mosteiro de Castro de Avelãs – este é, sem dúvida, o exemplo mais notável em Portugal do uso de cerâmica na arquitectura religiosa românica. A viagem prossegue pela N103 (com paragem em Vinhais para observar a muito transformada igreja de São Facundo). Por fim, de novo em terras flavienses, fazemos um desvio para observar a cachorrada da igreja de Cimo de Vila da Castanheira; segue-se a igreja de São Julião de Montenegro, que apesar de muito alterada conserva ainda importantes elementos românicos. Para terminar o nosso circuito, temos oportunidade de admirar mais uma curiosa fresta: a da capela-mor da igreja de Santa Leocádia.

Mapa interactivo

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