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Rota do Alto Minho

Este percurso leva-nos ao longo dos vales do Minho e Lima e permite-nos conhecer algumas das mais representativas igrejas do românico do Alto Minho, onde é visível a influência galega. Tratando-se de um percurso circular, pode iniciar-se em qualquer ponto da rota. A descrição que aqui se apresenta tem início em Valença e é percorrida na direcção dos ponteiros do relógio.

Número de igrejas: 24

Percurso total: 349 km

Duração recomendada: 4 dias

Primeiro dia: Partimos de Valença e começamos a subir o vale do Minho. As primeiras três igrejas (Ganfei, Sanfins de Friestas e Longos Vales), todas situadas perto deste vale, destacam-se principalmente pela volumetria dos seus capitéis, que não tem paralelo no românico português. No caso de Ganfei, os capitéis encontram-se todos dentro da igreja, pelo que se justifica uma visita ao interior da mesma. Prosseguimos para nordeste, em direcção a Melgaço, onde existe um interessante conjunto de monumentos românicos: um pouco a sul da vila, em Paderne, encontramos o mosteiro de São Salvador, que é talvez o melhor exemplo no Alto Minho de uma igreja românica com bandas lombardas; na vila de Melgaço, deve visitar-se a igreja de Santa Maria da Porta, onde o tímpano do portal norte se destaca pelo feroz canídeo que ostenta; finalmente, um pouco a norte encontramos as igrejas da Orada e de Chaviães, ambas com bastantes elementos escultóricos.

Segundo dia: Saímos de Melgaço em direcção ao Parque Nacional e paramos em Lamas de Mouro, onde a igreja, embora já muito alterada, conserva ainda um portal românico do lado sul. Descemos depois para o vale do Lima, onde também existe uma boa densidade de monumentos românicos – a primeira paragem deve ser no mosteiro de Ermelo, situado num lugar magnífico à beira do rio Lima e que se destaca pelo seu portal com a cruz vazada e pela fresta na cabeceira. Descemos depois o vale do Lima até à zona de Ponte da Barca existem três monumentos românicos, todos eles com aspectos interessantes: o mosteiro de Vila Nova de Muía, já muito alterado mas com diversos elementos românicos visíveis no interior da igreja, e a igreja de São Martinho do Crasto, que ainda conserva interessante cachorrada. Porém, a não perder é a igreja de São Salvador de Bravães, uma das jóias do românico português que merece atenta observação – refira-se, em particular, o seu portal principal, pela riqueza escultórica que contém. Como local de pernoita, sugere-se Ponte da Barca ou a vizinha vila de Arcos de Valdevez.

Terceiro dia: Este dia é inteiramente dedicado aos concelhos de Arcos de Valdevez e Ponte de Lima. Da parte da manhã, no concelho de Arcos, sugere-se uma visita à igreja de Sabadim, situada cerca de 8 km a norte da vila. Embora muito alterada, conserva alguns cachorros interessantes. Também se recomenda uma visita à pequena capela da Comenda, que contém pormenores escultóricos interessantes, nomeadamente na pequena fresta do lado sul. Se desejar pode ainda visitar as igrejas de Miranda e Monte Redondo, embora os elementos românicos que nelas subsistem tenham um interesse reduzido. Tomamos o IC28 até Ponte de Lima e logo à entrada da vila não devemos deixar de reparar na igreja de São João Baptista da Ribeira. Alguns quilómetros a noroeste, visitamos a igreja de Arcozelo e seguidamente tomamos a N204 para sudoeste, até à zona da Correlhã, para observar um conjunto de duas igrejas que aqui existem (a igreja de São Tomé, já muito alterada, e a capela de Santo Abdão).

Quarto dia: Continuamos a descer o rio Lima em direcção a sudoeste – espera-nos agora uma pequena capela relativamente bem conservada: São Cláudio de Nogueira (perto de Viana do Castelo), monumento rico em pormenores escultóricos e cuja estrutura se encontra globalmente bem conservada. Adentramo-nos depois pela serra de Arga, para visitarmos o mosteiro de São João de Arga, escondido no meio da serra. Este mosteiro impressiona-nos sobretudo pelo seu enquadramento paisagístico. Ainda no concelho de Caminha, espera-nos a capela de São Pedro de Varais – esta capela, situada num local isolado, apresenta bastantes semelhanças com a de São Cláudio, que visitámos um pouco antes. Antes de regressar a Valença, passamos ainda na zona de Paredes de Coura para visitar a igreja de Rubiães, com as suas intrigantes estátuas-colunas.

Mapa interactivo

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