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Rota da Beira Interior

Na Beira interior o românico surge com uma densidade relativamente baixa e os monumentos que subsistem encontram-se bastante dispersos. A rota que aqui se propõe compreende os distritos da Guarda e de Viseu, com excepção dos concelhos que formam o limite norte destes distritos, já englobados na região conhecida por “Douro Sul”, terminando na única igreja românica do distrito de Castelo Branco. A região é facilmente acessível a partir do litoral (tomando a A25 perto de Aveiro) e saindo no nó de Vouzela, onde tem início o percurso proposto.

Número de igrejas: 12

Percurso total: 401 km

Duração recomendada: 2 dias

Primeiro dia: Na vila de Vouzela, primeira etapa desta rota, observamos a igreja matriz, que conserva importante cachorrada. Prosseguimos para nordeste, em direcção a Castro Daire, onde nos espera um dos mais interessantes templos da região: a igreja de Ermida, também conhecida por “templo das siglas”, devido às inúmeras marcas de canteiro que são visíveis nos seus silhares. O percurso continua para leste passando pela igreja de Ferreira de Aves (Sátão), cujo elemento mais importante é o portal sul, com o seu tímpano. Chegamos por fim à albufeira de Vilar, situada no concelho de Sernancelhe, onde paramos para ver a igreja de Fonte Arcada. Ainda no concelho de Sernancelhe, a igreja matriz, embora já com muitos elementos góticos, conserva ainda importantes parcelas românicas na cabeceira. O percurso termina em Trancoso, já no distrito da Guarda, onde se situa a pequena capela de Santa Luzia. Esta vila pode ser uma boa opção para uma paragem nocturna.

Segundo dia: Partindo de Trancoso, começamos por visitar a pequena aldeia de Moreira de Rei. Prosseguimos depois para Linhares da Beira, cuja igreja, embora muito alterada, contém vestígios românicos no portal norte. A paragem seguinte é na Guarda, mais precisamente à entrada da cidade, onde se ergue a pequena capela do Mileu (considerada gótica por alguns autores, devido à data tardia da sua edificação). Para chegar à etapa seguinte, aconselha-se a auto-estrada A25 até Vilar Formoso, de onde prosseguiremos para sul, em direcção ao Sabugal, desviando depois até chegar a Vilar Maior – aqui encontramos a pequena capela de Santa Maria do Castelo, já destelhada, mas onde ainda é visível uma boa parte da estrutura, incluindo a cachorrada, sendo igualmente de reparar na entrada do cemitério, onde se encontram algumas pedras que poderão ser originárias desta igreja. Retomamos a estrada do Sabugal e paramos para ver a igreja de Alfaiates, antes de passarmos para a Beira Baixa, onde o nosso percurso termina perto de Monsanto, na igreja de São Pedro de Vir à Corça – este igreja impressiona sobretudo pela sua localização; como pormenor curioso assinale-se o facto de a torre sineira se encontrar edificada sobre um rochedo ali próximo.

Mapa interactivo

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