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Grande Rota do Interior

Esta rota dá-nos a conhecer as igrejas românicas mais importantes do interior norte e centro (Trás-os-Montes, Douro Sul e Beira Alta). Nesta região, os monumentos românicos surgem em baixa densidade e com uma elevada dispersão. Este facto, associado às difíceis acessibilidades que caracterizam a região, faz com que os itinerários de visita sejam necessariamente longos e demorados. O ponto de início que aqui se propõe situa-se em Vila real. Contudo, dado que o percurso desenha um anel, o ponto inicial pode ser colocado em qualquer outro local da rota.

Número de igrejas: 26

Percurso total: 947 km

Duração recomendada: 5 dias

Primeiro dia: Partindo de Vila Real, dirigimo-nos para sul até à cidade de Lamego, onde poderemos admirar a igreja de Santa Maria de Almacave. Prosseguindo depois para oeste pela N222, chegamos ao concelho de Resende, onde nos esperam três igrejas: a primeira é a igreja de Barrô, esta já com traços que anunciam o gótico; segue-se a igreja de São Martinho de Mouros, com o seu singular maciço turriforme; e por fim o mosteiro de Santa Maria de Cárquere; situado num local elevado, de onde se goza vasto panorama, sofreu já diversas transformações, mas conserva uma interessante fresta na cabeceira. Continuando para oeste, passamos para o concelho de Cinfães, onde se encontra a igreja de Tarouquela – esta igreja pertencia a um antigo mosteiro e conserva ainda numerosos elementos românicos. O dia termina em Cinfães ou, alternativa, poderemos atravessar ainda hoje o maciço de Montemuro, até Castro Daire, onde começará a etapa seguinte.

Segundo dia: Saímos de Castro Daire até à vizinha aldeia de Ermida, onde nos espera um dos mais interessantes templos da região: a igreja de Ermida do Paiva, também conhecida por “templo das siglas”, devido às inúmeras marcas de canteiro que são visíveis nos seus silhares. O percurso continua para leste passando pela igreja de Ferreira de Aves (Sátão), cujo elemento mais importante é o portal sul, com o seu tímpano. Chegamos por fim à albufeira de Vilar, situada no concelho de Sernancelhe, onde paramos para ver a igreja de Fonte Arcada. Prosseguimos para o vizinho concelho de Tabuaço onde deveremos descer até ao vale do rio Távora – aqui, num local ermo junto à aldeia da Granjinha, encontra-se a pequena capela de São Pedro das Águias, cujos tímpanos central e lateral merecem atenta observação. Paramos em Tabuaço para pernoitar.

Terceiro dia: À saída de Tabuaço, a próxima paragem é em Barcos, onde a igreja matriz ainda mantém a estrutura românica. Continuamos para oeste, até Armamar, pequena vila cuja igreja matriz é um dos poucos monumentos românicos portugueses com uma abside semicircular. Com esta igreja terminamos a parte do itinerário que se desenvolve a sul do Douro. Passamos então para a região transmontana, através da barragem da Valeira, e rumamos para nordeste, até Carrazeda de Ansiães, onde nos espera um dos mais representativos monumentos da arquitectura românica do nordeste transmontano: São Salvador de Ansiães. Situada junto ao castelo de Ansiães, esta igreja merece atenta observação dos pormenores do seu portal principal e dos cachorros que ornamentam o exterior. Ao retomar a descida do monte, vale a pena reparar na arruinada capela de São João Baptista, situada do lado esquerdo da estrada. A paragem seguinte será no concelho de Torre de Moncorvo, onde se situa a igreja de Adeganha – embora já bastante alterada, conserva ainda interessantes pormenores. O dia termina na zona de Mogadouro, que é uma boa opção para passar a noite.

Quarto dia: Começamos por explorar o concelho de Mogadouro, onde se encontram dois outros templos, nas aldeias de Algosinho e Azinhoso. Saímos depois de Mogadouro pela estrada de Bragança, cidade onde nos esperam dois monumentos que se destacam pela particularidade de usarem a cerâmica como elemento construtivo (uma técnica provavelmente oriunda da vizinha região de Leão): a igreja de São Francisco, que embora muito transformada mantém duas frestas românicas na abside; e a cabeceira do mosteiro de Castro de Avelãs – este é, sem dúvida, o exemplo mais notável em Portugal do uso de cerâmica na arquitectura religiosa românica. A viagem prossegue pela N103. Chegamos então à zona de Chaves, onde se reúne uma fracção considerável dos templos românicos transmontanos, e fazemos um desvio para observar a igreja de São Julião de Montenegro, que apesar de muito alterada conserva ainda importantes elementos românicos. Para terminar o nosso circuito, temos oportunidade de admirar mais uma curiosa fresta: a da capela-mor da igreja de Santa Leocádia. Chaves é o nosso local de descanso.

Quinto dia: O percurso deste dia tem início no centro de Chaves, cuja igreja matriz de Santa Maria Maior, embora muito alterada, conserva ainda importantes parcelas românicas, nomeadamente no seu portal. Seguidamente, sugere-se a visita a dois interessantes monumentos situados nas imediações da cidade: a igreja de Outeiro Seco e a capela da Granjinha – esta última é notável pela rica escultura que apresenta no seu portal. Seguimos depois para oeste, passando as faldas da serra do Larouco até aos planaltos do Gerês, para visitarmos a igreja de Santa Maria das Júnias – esta igreja, perdida num vale escondido, é um dos poucos monumentos românicos em Portugal que conserva restos do antigo claustro. Seguimos depois para sul, até ao concelho de Boticas, para apreciar a fresta românica da capela-mor da igreja de Covas do Barroso. Para terminar o dia, rumamos a sueste, até Vila Pouca de Aguiar e por fim chegamos a Vila Real, onde teve início o nosso percurso.

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