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Arquitectura

A arquitectura românica portuguesa é de formas simples, vincadamente nacionais, com decoração reduzida aos capitéis, às colunas e arquivoltas dos portais, às mísulas e aos cachorros; nenhum tímpano ostenta as grandiosas decorações de igrejas francesas ou espanholas. É uma arquitectura de granito, pois localiza-se, na maior parte, em regiões em que esta pedra abunda. As excepções são as das zonas de Coimbra, Leiria, Tomar e Lisboa, onde o calcário predomina. A dureza do granito é um factor de simplificação e empolamento das formas: daí a carência ou simplicidade decorativa nos templos do Minho e do Douro; em Coimbra a pedra macia deu ensejo a maiores requintes decorativos. (…) O alastramento do românico partiu de alguns focos, como Coimbra, Porto, Tui, Braga, etc. É notória a influência monástica: as igrejas de grande número de pequenos conventos vieram a servir de igrejas paroquiais. (…) A construção de pedra era cara e apenas os mosteiros, as sés e algumas paróquias ricas se podiam abalançar a obras de mais grandeza, mantidas, de resto, por doações, legados e esmolas. Os trabalhos, lentos, começavam pela cabeceira e podiam arrastar-se por dezenas de anos; o período de maior intensidade construtiva corresponde ao segundo quartel do século XIII.

Almeida, 1976:19-21

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