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Românico Português

«Entre a segunda parte do século XI, quando se começaram a notar verdadeiramente sintomas de uma nova época, e os meados da primeira parte de século XIII, altura em que Portugal se estrutura como verdadeiro Estado, desenvolveu-se, entre nós, esse novo estilo artístico a que chamamos românico, conforme denominação pertinente que Gerville lhe deu, em 1817. Depois da Antiguidade Clássica, este é o primeiro estilo a ter dimensão europeia. Ele resulta de uma sociedade nova, de um período com forte expansão demográfica, de uma época de cruzadas, de peregrinações e de grande mobilidade de pessoas, com acentuado crescimento económico e grandes mutações sociais e culturais. O românico é o mais excelente símbolo deste período, muito rico na história geral, e, não menos, na história local» [1]. «A formação do Reino de Portugal, no século XII, é contemporânea da fase plena do românico e do nascimento do gótico. A influência francesa, através das ordens de Cluny e de Cister, a introdução da liturgia romana e da escrita carolíngia, acompanham o desenvolvimento de um românico tardio que se manterá vivo em pleno século XIV no Norte, quando o gótico já alastrava por todo o resto do País. (…) Embora seja limitada a área do nosso românico, este, pela sua duração ou por influências diversas, ganhou aspectos locais, podendo distinguir-se vários grupos, quase todos contemporâneos, caracterizados pelos temas e técnicas de decoração ou por certos traços construtivos peculiares» [2].

 

Referências bibliográficas

[1] Almeida, 2001:58

[2] Almeida, 1976:19

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