Skip to content

Castro de Avelãs

07/11/2009

Tipologia

Arquitectura religiosa, românica, barroca e novecentista. Igreja de planta composta com nave única, de construção seiscentista, e cabeceira tripardina e escalonada de abside e absidíolos em românico mudéjar, interiormente com tectos em masseira e em cúpula, respectivamente, e iluminada pelos vãos laterais, axial e fresta da abside. (…) A cabeceira em alvenaria de tijolo, apresenta as paredes exteriores e interiores decoradas com um a três registos de arcaturas, de arcos de volta perfeita, separados e rematados por friso em dentes de serra.

Características Particulares

Estruturas várias do antigo mosteiro beneditino de São Salvador de Castro de Avelãs, o qual teve subjacente um projecto grandioso de que apenas restam a cabeceira, restos de uma arcada do claustro, uma torre, que se suspeita ter pertencido à fachada principal da igreja primitiva, segmentos de cerca, em cantaria de xisto, e pavimentos, apesar do nível do solo não corresponder ao primitivo; segundo Carlos A. F. de Almeida (2001), estes elementos permitem concluir que o mosteiro nunca foi totalmente edificado. A maior parte dos coutos referidos nas primeiras doações ao mosteiro, situavam-se a E., próximo da fronteira com Leão, formando uma linha defensiva do território. A cabeceira da igreja afirma-se como caso de excepção no contexto da arquitectura românica portuguesa, devido à conjugação da influência da Escola Borgonhesa, divulgada pelos cistercienses, com o recurso ao tijolo como material de construção, opção que também se verificou nos cubelos do Castelo de Bragança (v. PT010402420003) e, que a inclui no românico mudéjar, comparável com alguns templos do N. de Espanha e, de Itália, tendo determinado toda a arquitectura bragançana dos sécs. 13 e 14. Existem semelhanças entre a cabeceira de Castro de Avelãs e as da igreja de S. Martín de Cuéllar, em Segóvia, e a da igreja de Peñarandilla, em Salamanca. Segundo F. Alves, possui ainda semelhanças em termos de escala, sistema de construção e aspectos decorativos com as seguintes igrejas espanholas: Arévalo – Santa Maria Lugareka; Segóvia – Santo André, São Basílio, São Salvador, de Samboal e da Trindade; Zamora – São Lourenço de Toro, São Pedro, em Pozo Antigo e São Pedro em Villalpando; Salamanca – Vilória, Rágama e Santa Maria de Béjar; Toledo – Santiago do Arrabal; Palência – Santa Maria de La Veja, e em Ávila – São Nicolau Madrigal das Torres Altas, Santa Maria e Santo Martín. A influência espanhola seria sustentada pelos movimentos de itenerância dos mestres, os alarifes equivalentes ao arquitecto ou mestre de obra e os mazarites, isto é alveneis, especialistas em construção de tijolo, oriundos de Toro, Zamora, Sahagún, León, do aro de Vallodolid e Segóvia, promovidos pela estreita relação entre o Mosteiro Leonês da Castanheira e Castro de Avelãs, a que acresce a abundância da matéria-prima nesta região. A cabeceira serviu de modelo à primitiva cabeceira da Igreja do Convento de São Francisco (v. PT010408100008), em Bragança. Em termos decorativos, os dois primeiros níveis de arcadas cegas, têm os vãos sobrepostos, enquanto no terceiro estes são desencontrados. A todo o flanco esquerdo do corpo, também de ladrilho e com contrafortes exteriores ligar-se-iam pilastras interiores adossadas. Durante o desmantelamento do mosteiro diversos materiais foram reutilizados na Igreja Matriz de Bragança (v. PT010402420259). A reedificação da igreja reduziu o plano da igreja românica, limitando-se à largura da abside e posteriormente construiu-se uma sacristia inserindo o absidíolo esquerdo. O retábulo-mor foi reaproveitado, tendo vindo da igreja de São João, de Bragança. Obras do séc. 20 apearam o coro-alto, de estrutura muito simples, e o púlpito, adaptando o vão a oratório com o reaproveitamento de vários elementos de talha. Segundo F. Alves existem analogias entre o túmulo e um outro existente na Igreja de Malta ou do Divino Salvador, em Macedo de Cavaleiros (v. PT010405230025).

SIPA, 2009

Consultar ficha SIPA: Igreja de Castro de Avelãs

Esta igreja faz parte das seguintes rotas:
Grande Rota do Interior
Rota do Nordeste

Advertisements
One Comment leave one →
  1. Luís Bárbara permalink
    06/01/2011 02:38

    O vosso website está mito bem desenvolvido.
    Os conteúdos são surpreendentes.

    Os meus parabéns,

    Luís Bárbara

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: